sábado, 30 de março de 2013

A Globo quer calar o Azenha

por Luiz Carlos Azenha
Meu advogado, Cesar Kloury, me proíbe de discutir especificidades sobre a sentença da Justiça carioca que me condenou a pagar 30 mil reais ao diretor de Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, supostamente por mover contra ele uma “campanha difamatória” em 28 posts do Viomundo, todos ligados a críticas políticas que fiz a Kamel em circunstâncias diretamente relacionadas à campanha presidencial de 2006, quando eu era repórter da Globo.
Lembro: eu não era um qualquer, na Globo, então. Era recém-chegado de ser correspondente da emissora em Nova York. Fui o repórter destacado para cobrir o candidato tucano Geraldo Alckmin durante a campanha de 2006. Ouvi, na redação de São Paulo, diretamente do então editor de economia do Jornal Nacional, Marco Aurélio Mello, que tinha sido determinado desde o Rio que as reportagens de economia deveriam ser “esquecidas”– tirar o pé, foi a frase — porque supostamente poderiam beneficiar a reeleição de Lula.
Vi colegas, como Mariana Kotscho e Cecília Negrão, reclamando que a cobertura da emissora nas eleições presidenciais não era imparcial.
Um importante repórter da emissora ligava para o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, dizendo que a Globo pretendia entregar a eleição para o tucano Geraldo Alckmin. Ouvi o telefonema. Mais tarde, instado pelo próprio ministro, confirmei o que era também minha impressão.
Pessoalmente, tive uma reportagem potencialmente danosa para o então candidato a governador de São Paulo, José Serra, censurada. A reportagem dava conta de que Serra, enquanto ministro, tinha autorizado a maior parte das doações irregulares de ambulâncias a prefeituras.
Quando uma produtora localizou no interior de Minas Gerais o ex-assessor do ministro da Saúde Serra, Platão Fischer-Puller, que poderia esclarecer aspectos obscuros sobre a gestão do ministro no governo FHC, ela foi desencorajada a perseguí-lo, enquanto todos os recursos da emissora foram destinados a denunciar o contador do PT Delúbio Soares e o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, este posteriormente absolvido de todas as acusações.
Tive reportagem sobre Carlinhos Cachoeira — muito mais tarde revelado como fonte da revista Vejapara escândalos do governo Lula — ‘deslocada’ de telejornal mais nobre da emissora para o Bom Dia Brasil, como pode atestar o então editor Marco Aurélio Mello.
Num episódio específico, fui perseguido na redação por um feitor munido de um rádio de comunicação com o qual falava diretamente com o Rio de Janeiro: tratava-se de obter minha assinatura para um abaixo-assinado em apoio a Ali Kamel sobre a cobertura das eleições de 2006.
Considero que isso caracteriza assédio moral, já que o beneficiado pelo abaixo-assinado era chefe e poderia promover ou prejudicar subordinados de acordo com a adesão.
Argumentei, então, que o comentarista de política da Globo, Arnaldo Jabor, havia dito em plena campanha eleitoral que Lula era comparável ao ditador da Coréia do Norte, Kim Il-Sung, e que não acreditava ser essa postura compatível com a suposta imparcialidade da emissora. Resposta do editor, que hoje ocupa importante cargo na hierarquia da Globo: Jabor era o “palhaço” da casa, não deveria ser levado a sério.
No dia do primeiro turno das eleições, alertado por colega, ouvi uma gravação entre o delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno e um grupo de jornalistas, na qual eles combinavam como deveria ser feito o vazamento das fotos do dinheiro que teria sido usado pelo PT para comprar um dossiê contra o candidato Serra.

Em defesa do Viomundo



http://contextolivre.blogspot.com.br/2013/03/em-defesa-do-viomundo.html



Reunião em defesa do blog Viomundo. Terça-feira, 2, às 17 horas, na sede do Barão de Itararé.
Ajude no convite, por favor
O Miro propõe:
1 - acionar parlamentares para a denúncia da perseguição da Globo à blogosfera;
2 - campanha via internet de coleta da grana para saldar a multa de R$ 30 mil;
3 - atos na Globo contra a censura e em defesa da liberdade de expressão. 26/4 - aniversário da emissora;
4 - acionar relator da ONU para liberdade de expressão para denunciar censura da TV Globo



72% da verba para Conglomerados? Já foi a hora de dar um basta! Regulamentação da mídia já!

http://www.facebook.com/photo.php?fbid=485160708199965&set=a.131534026895970.19582.100001181203529&type=1&theater
https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=5548013216158167829#editor/target=post;postID=8500721375985073393

Movimento #fora Marconi



http://www.facebook.com/photo.php?fbid=395774867186671&set=a.240693646028128.51280.240664529364373&type=1&theater

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=2RveIiviIH4


Jornais tradicionais alinham corredor polonês contra presidente à sombra do fantasma da inflação; mas gestão Dilma Rousseff alia crescimento do emprego e renda a inflação sob controle; em dez anos, petismo formou taxa inflacionária de 74%, contra 100% em oito anos de Fernando Henrique; Brasil com Lula e Dilma enfrentou crises internacionais tão ou mais graves do que as de FHC; editoriais malham, mas sem números; confira dados

:

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/97508/Mesmo-com-infla%C3%A7%C3%A3o-na-meta-Dilma-sofre-na-m%C3%ADdia.htm

30 DE MARÇO DE 2013 ÀS 06:03

sexta-feira, 29 de março de 2013

MARCONI LIDERA A SITUAÇÃO. E QUEM LIDERA A OPOSIÇÃO?

blog-lenia

ESCRITO POR LENIA SOARES - PUBLICADO EM .

Marconi-2-crédito-foto-Geraldo-Magela-Agência-Senado1

Os fatos não deixam dúvida: a oposição não é oposição e ninguém assume a culpa ou responsabilidade. Todo mundo culpa todo mundo. Enquanto isso, os governistas se reaglutinam e juntam forças. A diferença? Eles tem um líder que puxa a unidade, na dor ou no amor: o governador Marconi Perillo (PSDB).
Quem se contrapõem?
A votação que impediu o Superior Tribunal de Justiça de processar o tucano, é um exemplo claro disso. Por mais que o tema tenha sido debatido, não está esgotado.
E não se esgotou porque não se resolve. Falta oposição. E a falta dela preocupa mais pelo mal que faz a sociedade, do que pelo bem que faz a Marconi Perillo.
O caso – falta de oposição – não se restringe as eleições de 2014. É um problema político e política não é um ato bienal de sucessão.
A saída do presidente do diretório metropolitano do PMDB, Samuel Belchior, durante a votação no Plenário, repercute na censura diária aos meios de comunicação, nas estradas esburacadas, na falta de segurança, na educação precária...
O voto foi secreto. Seis deputados de oposição votaram em prol do governador (leia aqui). Sem qualquer pretensão de adivinhar a escolha de cada um, o incômodo foi provocado pelo silêncio.
Quem cala, consente. E consenso tem impedido a evolução do Estado goiano.
A negociação política, o comodismo, a ausência do discurso, do debate, de projetos alternativos podem afundar a sociedade.
A inexistência do contraditório é a nova praga da democracia brasileira.
E brasileira porque não há contrapontos nem aqui, nem lá, no Congresso Nacional.
O PT tem caminhado sossegado no Governo Federal, na Prefeitura de Goiânia... Assim como caminha o PSDB no Governo Estadual.
Em todas as esferas da gestão pública só se vê situação.
Estamos assistindo a morte da democracia. Pouco a pouco. Este sistema que valoriza a pluralidade de opiniões. A escolha. Lamentavelmente, o que temos pra hoje é pura negociação. Barganha.
Os deputados se acanham e ganham cargos comissionados. Os vereadores se calam e ganham verbas para gabinetes. A sociedade... Se esfola.
É compreensível que os tempos são outros. Talvez não caiba queima de pneus, muros pixados, caras pintadas... Talvez, mas isso tornava o modelo democrático mais nítido.
A reportagem do Diário de Goiás procurou o deputado Samuel Belchior para saber sobre o silêncio, sobre a nomeação de seu pai, sobre as águas de março...
Ele não atendeu, nem retornou as ligações.
Deixa pra lá. O fato – submissão da oposição na Assembleia – precedeu um feriado prolongado. Logo é esquecido. E por mais que o assunto seja retomado nas redes sociais, nada como o tempo. O tempo e uma boa campanha eleitoral em 2014.
Nada como um bom marqueteiro, um bom jingle, uma frase de efeito, a escolha da camisa certa, da cor ideal, das combinações de palavras, do comediante mais querido...
Tudo se resolve. 
Será?
Afinal, bom pra Goiás é... 

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quinta-feira, 28 de março de 2013

Obrigado Marconi por mais esta Grande Obra sobre o Rio Araguaia inaugurada em 98.

A verdade sobre Marco Feliciano

pastor-marco-feliciano

Postado por:  data de publicação: março 27, 2013 Em: PolíticaÚltimas Notícias ttp://www.anonymousbrasil.com/a-verdade-sobre-marco-feliciano/


Ola, a partir deste momento iremos apresentar um dossier de uma maneira didática para qualquer um poder pesquisar nos registros públicos.
Primeiro gostaríamos de pedir que acesse este site para que vocês  possam pesquisar o cnpj das empresas do senhor Marco Feliciano, para comprovar a existência das mesmas:
http://www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/cnpj/cnpjreva/cnpjreva_solicitacao.asp
______________________________________________________
Empresas do Pastor:
10256613000148
10532559000116
09612147000107
04865568000126
08954263000141
A GMF consórcios parece que não foi declarada à Justiça Eleitoral.
E o mesmo  faz diversas propagandas dessa empresa em seu programa, de forma que influencie seus fieis a adquirir o consórcio.
Aqui temos a declaração dos bens dele, bem como de outros políticos:
http://noticias.uol.com.br/politica/politicos-brasil/2010/deputado-federal/12101972-marco-feliciano.jhtm
______________________________________________________
Aqui temos as Cotas para Exercício da Atividade Parlamentar, dele e de todos os deputados:
http://www2.camara.leg.br/transparencia/cota-para-exercicio-da-atividade-parlamentar
Escolha PASTOR MARCO FELICIANO
Entre essas passagens aparecem:
- Talma Bauer – Ex candidato a vereador de guarulhos. A suspeita é de que a Família Bauer patrocinou a campanha dele, agora é contratada e recebe salários e benefícios do deputado.
http://noticias.uol.com.br/politica/politicos-brasil/2008/vereador/26111951-bauer.jhtm
- Rafael Novaes é o advogado que defende a empresa do Pastor no processo de acusação de estelionato. Ao aceitar a contratação para um show no RS e não comparecer.
Aqui está o Processo:http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoDetalhe.asp?incidente=4084444
-Roberto Marinho é cantor gospel, participa dos “Shows” por todo o Brasil junto com o Pastor. Bem como da Gravação de CDs, DVDs. Encontrado facilmente no site do Pastor.
-Wagner Guerra é assessor do Pastor e também está sendo favorecido. Podemos ver como contratar o pastor aqui:
http://dicas.gospelmais.com.br/como-convidar-o-pastor-marco-feliciano-para-pregar-em-igreja-ou-evento.html
- Joelson Heber da Silva Tenório, também recebe salário e passagens. Presta assessoria religiosa no programa do pastor.
A Empresa FAVARO, como observamos em “consultoria” na cota, recebe verba do pastor, onde há também suspeita de funcionário fantasma Matheus Bauer Paparelli, neto de Talma Oliveira Bauer, que trabalha nessa empresa. Além da verba de consultoria, Matheus recebe salário mas a suspeita é que dele nem comparecer ao gabinete, ficando em guarulhos.
______________________________________________________
Funcionários contratados pelo pastor (que são de seu programa de televisão) e o salário que recebem da câmara:
Nome Função no programa de TV Salário que recebe na Câmara
Wagner Guerra da Silva assessoria direta e imagens R$ 8.040
Talma de Oliveira Bauer assessoria política R$ 4.020
Roberto Figueira Marinho produção musical R$ 3.540
Joelson Heber da Silva Tenório assessoria religiosa R$ 3.005
Roseli Alves Octávio intercessão R$ 3.540
Wellington Josoé Faria de Oliveira direção de imagem, R$ 1.502
Onde pesquisar: Nome/mês/ano
http://www2.camara.leg.br/transpnet/consulta
Funcionário fantasma:
Marco Feliciano foi eleito para sua primeira legislatura em 2010. Sua campanha custou R$ 226,3 mil. Na lista de doações eleitorais, nove repasses foram feitos por integrantes da família Bauer, totalizando R$ 9 mil. Depois que o pastor ganhou a eleição, o policial civil de São Paulo Talma de Oliveira Bauer conseguiu o cargo de chefe de gabinete do parlamentar. Daniele Christina Bauer, parente do policial, ganhou emprego com salário de R$ 8.040.
A filha de Talma, Cinthia Bauer, também doou recursos para a campanha de Feliciano e, logo depois, trabalhou como assessora de imprensa do deputado. Fez viagens Brasil afora com passagens emitidas com a cota do gabinete. A proximidade do pastor com os integrantes da família Bauer é tamanha que, em agosto do ano passado, Feliciano gravou dentro das dependências da Câmara um vídeo em que pedia votos para Cinthia, então candidata a vereadora de Guarulhos. Assim como todo o material audiovisual do parlamentar, o trabalho teve produção da Wap TV.
Mas o caso mais grave é o de Matheus Bauer Paparelli, neto do chefe de gabinete de Feliciano. Ele é secretário parlamentar, contratado pela Câmara em novembro do ano passado, e recebe R$ 3.005,39 mensais. Mas o jovem formado em direito dá expediente a 1.170km do Congresso: ele é funcionário do escritório Fávaro e Oliveira Sociedade de Advogados. Ligamos para a firma e foi o próprio Matheus quem atendeu o telefonema. Questionado se ele também era funcionário do gabinete do pastor Marco Feliciano, ele disse que a ligação estava ruim e desligou. Depois, não atendeu mais as chamadas. O escritório Fávaro e Oliveira recebeu R$ 35 mil da Câmara entre setembro de 2011 e setembro de 2012, por meio de repasses da cota parlamentar de Marco Feliciano. Ao todo, o pastor gastou R$ 306,4 mil de sua cota em 2012, valor bem próximo do limite permitido pelas regras da Câmara para os parlamentares paulistas, que é de R$ 333,2 mil.
Com verba pública:
Confira alguns casos de funcionários lotados e de contratação de empresas pelo gabinete do deputado Marco Feliciano
» O advogado Rafael Novaes da Silva, contratado pelo gabinete da Câmara e pago com recursos públicos, defende a empresa Marco Feliciano Empreendimentos Culturais e Eventos, do próprio deputado, em um processo que tramita no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Ele assumiu a causa depois de ter tomado posse como funcionário do gabinete.
» O produtor de tevê Welington Josoé Faria de Oliveira é contratado da Câmara dos Deputados e recebe salário com recursos públicos. Mas trabalha como produtor de tevê dos programas pessoais do pastor Marco Feliciano, sob o codinome Well Wap.
» O advogado Anderson Pomini defendeu Marco Feliciano em um processo de impugnação contra a sua candidatura, antes das eleições. Depois de conseguir liberar o pastor para disputar o pleito, a empresa Pomini Advogados Associados recebeu R$ 21 mil em três repasses de R$ 7 mil, em fevereiro, março e abril de 2011, logo depois que Feliciano tomou posse.
» O policial civil e pastor Talma Bauer e sua família estão entre os que mais doaram recursos para a campanha do pastor Marco Feliciano. Depois da eleição, ele assumiu cargo no gabinete, assim como sua filha, Cinthia Brenand Bauer, que também doou recursos e depois foi nomeada como assessora. Há outras duas pessoas que são parentes de Talma Bauer contratadas pelo gabinete de Marco Feliciano.
» O deputado Marco Feliciano emprega cantores gospel que participaram da gravação dos seus CDs. Um deles, Roberto Marinho, afirma em sua página pessoal que a função dele como braço direito do pastor é acompanhá-lo “nas viagens de ministrações pelo Brasil e pelo mundo”.
» Matheus Bauer Paparelli, neto de Talma, é um funcionário fantasma do gabinete do deputado Marco Feliciano. Apesar de ser contratado pela Câmara com salário de R$ 3.005,39, ele dá expediente diariamente no escritório Fávaro e Oliveira Sociedade de Advogados, que fica em Guarulhos. A reportagem gravou uma conversa com ele, em que Matheus confirma que trabalha mesmo no escritório de advocacia. Essa empresa recebeu R$ 35 mil em recursos da Câmara dos Deputados entre setembro de 2011 e setembro de 2012.
E por ultimo mas não menos importante segue algumas palavras do senhor Marco Feliciano:
“Serei candidato a Deputado Federal por São Paulo porque tenho um compromisso, inicialmente, com o Senhor, para agir na administração pública com lisura e honestidade, sempre tendo como base os princípios bíblicos, pilares básicos de uma sociedade temente a Deus.”

“Vamos juntos lutar por um Brasil melhor, por uma Igreja forte, unida alcançando a função de transformar vidas. Precisamos de liberdade, de apoio constitucional e legal para levarmos o evangelho de forma genuína. Precisamos de legisladores que legislem com os princípios do Reino.
Serei um profeta no Congresso Nacional, pois coragem e temor a Deus não me faltam. Lembro que estarei político, mas sempre serei pastor, pois não existe ex-ungido. “
fonte: http://www.marcofeliciano2010.com.br/?p=150
Com base nas próprias palavras do senhor Marco Feliciano podemos constar que o mesmo estas a querer transformar o Brasil em uma grande igreja, e FODA-SE o estado laico =)


FHC na ABL: o "imortal" da mídia




Por Maurício Caleiro, no blog Cinema & Outras Artes:

Sempre tive uma grande dificuldade para entender o que faz uma figura pública, ainda mais se intelectual ou artista popular, querer entrar para a Academia Brasileira de Letras.

O ridículo das vestes, o minueto social das tertúlias auto-bajulatórias, o chá no país do cafezinho e, sobretudo, a falta de representatividade por abrigar, sem critério ou mérito, uma profusão de ditadores, políticos e jornalistas sem o mínimo talento e em alguns casos - como os de Getúlio Vargas e Merval Pereira - até sem obra publicada levam-me a questionar o porquê de gente séria e talentosa de quando em quando se candidatar à instituição.

Ganhos indiretos

Senti uma dor no coração quando meu ídolo dos tempos de faculdade Nelson Pereira dos Santos vestiu o fardão e aboletou-se à cadeira número sete. Mas, embora não assuma publicamente, o veterano cineasta tem razões objetivas e insuspeitas para agregar-se à ABL: em um país em que a cultura dos diplomas ainda prolifera e que a produção cinematográfica encontra-se na mão dos diretores de marketing das empresas, a condição de acadêmico o credencia junto aos donos do poder e o ajuda a levantar fundos para os projetos pessoais que deseja realizar. (Note-se o absurdo de o mais longevo e mais prolífico dos cineastas brasileiro, reconhecido internacionalmente, ser, com mais de oitenta anos, obrigado a passar o pires quando quer abordar temas que não interessam ao poder.)

Mas, à revelia das exceções e casos especiais, continuo custando a entender porque pessoas inteligentes, brilhantes e informadas – como o filósofo, poeta e letrista Antonio Cícero, o compositor Martinho da Vila e o ensaísta Muniz Sodré, para citar três dentre tantos exemplos possíveis – almejam (ou almejaram um dia) a condição de imortal de academia. Apego à tradição e à simbologia? Ambição desmedida? Vaidade?

De Machado a FHC

Essa reflexão acerca da ABL veio no bojo do anúncio da candidatura do ex-sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à instituição. Não restam dúvidas de que, comparado a alguns de seus futuros colegas de chá, o atual candidato tem, efetivamente, uma obra a apresentar, representada por sua contribuição à formulação da Teoria da Dependência, que, a partir dos anos 60, procurou explicar as relações entre metrópole e colônia a partir de uma confluência entre o legado weberiano e a releitura de Marx.

É forçoso notar, no entanto, que se trata de um arcabouço teórico que envelheceu mal, tendo sido desautorizado pelo próprio FHC, tanto em declarações ("esqueçam o que eu escrevi") quanto nas ações que tomou como presidente da República, ao abraçar o mais desbragado neoliberalismo.

Candidato único

Isso reforça a impressão de que, para além da contradição de se nomear para uma academia de letras alguém que pediu que esquecessem o que escreveu, a motivação para tal nomeação tem pouco ligação com seu legado intelectual e tudo a ver com o que oferece em termos de projeção midiática e o que significa em termos de gesto político.

É o ex-presidente, – que, num exemplo de seu espírito democrático, só aceitou candidatar-se se não houvesse concorrência passível de derrotá-lo -, e não o escritor, quem assoma à academia e à ribalta pública, a vaidade represada no fardão como em um espartilho e a bajulação de uma dúzia de pseudointelectuais fazendo as vezes do reconhecimento popular que os brasileiros lhe negam. É altamente significativo das intenções políticas da candidatura que o ingresso de Fernando Henrique na ABL se dê no momento mesmo em que seu legado sai do anonimato forçado a que os candidatos tucanos o relegaram na última década e volta, através da candidatura, por ele impingida, de Aécio Neves à Presidência.

Luzes da ribalta

A mídia, evidentemente, vibra com a possibilidade mais manchetes positivas relativas a um de seus ídolos. Antes mesmo da confirmação da candidatura já pululavam nos portais notícias sobre o novo imortal - contrapostas a manchetes negativas sobre Lula e Dilma, como é de praxe.

Porém a inação do governo Dilma em relação à mídia e a teimosia em continuar enchendo as burras das grandes publicações enquanto a imprensa alternativa agoniza desautorizam a repetição as infinitum das queixas contra a mídia e a vitimação do governo petista – já se passou tempo suficiente para saber que é este mesmo seu modus operandi e, há dez anos no Planalto e com ampla aprovação popular, o governo Dilma tem poder mais do que suficiente para enfrentá-la, prestando um favor à democracia.

Prefere, porém, a inação e o silêncio, entrecortado de frases acacianas de efeito. Talvez ainda mais misterioso do que compreender as razões que levam um artista ou pensador de qualidade a almejar uma vaga na ABL seja entender o porquê dessa recusa do governo petista em fazer valer a Constituição no que concerne a mídia e comunicação no país. Ou não, pelo contrário?

quarta-feira, 27 de março de 2013

Blog do Bordoni Governo Marconi: algumas provas da incompetência


Blog do Bordoni  Governo Marconi: algumas provas da incompetência



Ano de 2011. Tivesse ele feito a


 recuperação de estradas, 


como disse que fez, as nossas 


rodovias 


não estariam assim:


Buracos Marconi Rincón, marca de qualidade e garantia absoluta!
















Ano de 2012. Tivesse ele recuperado as 

estradas goianas no primeiro semestre, 

elas não estariam assim:



B
U
R
A
K
Ê Buracos sob medida!


Buracos com pequenos
defeitos: Brindes da AGETOP!


Tivesse ele aplicado o que arrecadou da


 gasolina mais cara para o Fundo 


Rodoviário, as nossas GO não estariam 


assim:






Buracos com substituição 
automática de calotas





Ponte do
Buraconinho




Indiara a Jandaia, trunfo da 

Agetop no Campeonato 

Nacional 

de Buracos






O herói que conseguir 

passar, ganha o bezerro 

para o churrasco!







Não tivesse ele se dedicado a obras 

faz-de-conta que só existem na 

propaganda cara na tevê, Goiás não 

estaria assim:



Escola Estadual em
Aparecida de Goiânia





Escola Estadual 
Machado de Assis, 
em Rio Verde



 Sanitários 
da Escola 
Salvador Santos, 
Anápolis, 
abandonada

Em Doverlândia 
e pelo interior, 
as escolas estaduais representam 
maravilhosamente bem 
a imagem 
do atual 
governo! 

Um dos planos do governo era alugar escolas construídas por terceiros. Seria aí que a Delta entraria!




 Aqui é uma sala de aula improvisada, pois a escola não existe. O governo estadual fechou a escola Nadir Safatle para reformar e...
A Escola Nadir Safatle, que fica no Jardim Curitiba, em Goiânia, foi transferida para as dependências de uma antiga fábrica de sabão desativada.
O Aeroporto de Santa Helena: pronto mais não funciona. Há outros 5 em situação idêntica!


Projeto de Irrigação 3 Barras, em Cristalina: o dinheiro veio, sumiu e ainda faltam 80% da obra a serem construídos.



Só foi feito isso na área. O secretário da Agricultura esteve na cidade ontem, 24. Fala em retomada. Fica a pergunta: com que dinheiro?


Rodo o quê?






Rodovida. Realmente, vidas rodam e o Governo roda 

junto, vitima da sua incompetência. O medo assola a 

população. Goiás está à mercê da bandidagem!