sábado, 25 de maio de 2013

Vecci diz que governo tem “bandidos” que “nunca trabalham, nunca estudam e não têm moral”. Como ele conhece o assunto, falta a investigação dos ministérios públicos


Vecci diz que governo tem “bandidos” que “nunca trabalham, nunca estudam e não têm moral”. Como ele conhece o assunto, falta a investigação dos ministérios públicos

Noventa por cento da equipe de Marconi Perillo está sorrindo para as divisórias dos gabinetes. O motivo da felicidade é uma viagem internacional, mas não a do governador. A ausência comemorada por secretários e seus auxiliares é a de Giuseppe Vecci, o superpoderoso primeiro-ministro estadual.
Vecci está no Chile. Direto do Palácio de La Moneda, a sede de triste memória do governo chileno, Vecci deu a mais explosiva entrevista de que um político goiano já foi capaz. Vecci expôs as vísceras do governo e jogou pesado com os companheiros de secretariado. Falando direto de Santiago, Vecci disse à repórter Fabiana Pulcineli, do diário O Popular, que seus parceiros de primeiro escalão têm “esquemas que não sejam de interesse público na administração”.
Vecci desabafou depois de o jornal informar sobre o fogo amigo. O alto escalão quase todo se reuniu ontem com a desculpa de afinar o discurso. E o discurso fica imediatamente afinado se a pauta é abespinhar Vecci. Mesmo ausente, Vecci virou o assunto do dia. Foi a deixa para Vecci rasgar os intestinos do governo. Segundo O Popular, Vecci “disse que não aceita que ‘bandidos’ falem mal de seu trabalho”. Em seguida, Vecci exprimiu a frase mais séria que um integrante de governo já sentenciou sobre os colegas: “Ninguém sério do governo falou de mim. Só tem bandido falando”.
Com isso, Vecci afirma que o governo tem também componentes que não são sérios. Pior ainda: que o primeiro escalão tem bandidos. Até agora, nenhum opositor nem órgãos de controles, como os ministérios públicos, soltaram uma pérola tão forte acerca do grupo que está no poder.
Vecci conclui que está “virando a Geni de Goiás”. Geni é personagem de uma canção de Chico Buarque (confira a letra abaixo) em quem a turba é incitada a atirar pedras e outros objetos. Mas os objetos mais pesados estão sendo jogados por Vecci. Depois de se autoelogiar, com a modéstia que lhe é característica, Vecci aperta o pescoço dos demais secretários: “Eu não estou no nível dessas pessoas que reclamam de mim. Eles nunca trabalharam, nunca estudam e não têm moral”.
Então, quem da equipe de Marconi reclama de Vecci é vagabundo, burro e patife. Como 90% dos colegas reclamam, e muito, de Vecci e são 50 secretarias e agências, pelo menos 45 integrantes do primeiro escalão nunca trabalharam, nunca estudam e não têm moral. Vecci convive com esse pessoal diariamente e se supõe que seja responsável pelo que profere. Nenhum opositor de Marconi chegou a conclusão tão devastadora. Falta os ministérios públicos e os tribunais de contas averiguarem as acusações de Vecci.
O Popular confirma que Vecci deseja ser deputado federal e ouviu dele que “estão loucos para me ver fora da política, porque eu não aceito jogo sujo, de licitação, de Operação Monte Carlo, de rolo, de esquemas, de fisiologismo, de clientelismo”. Ninguém da oposição acusou tanto o governo em tão poucas palavras. De todas essas assertivas lançadas por Vecci, a única já denunciada é a Operação Monte Carlo, que desvendou a participação de Carlinhos Cachoeira em todos os poderes, inclusive no Executivo do qual Vecci faz parte.
Vecci é um técnico muito competente, que de fato “ajudou a ‘mudar o Estado’” em quatro governos. Suas palavras devem ser levadas a sério. Apesar de que a explosão de ira no exterior pode estar em um motivo bem brasileiro: Odebrecht. Quando voltar para Goiás, basta a Vecci explicar por que a Odebrecht está tão feliz. Se realmente ele não aceita “jogo sujo de licitação”, quando retornar pode fazer outro desabafo contra os preguiçosos, burros e patifes, dando os nomes e os artigos de lei em que os “bandidos” incorreram.

Chico Buarque - Geni e o Zepelim


Geni e o Zepelim
Chico Buarque
De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada.
O seu corpo é dos errantes,
Dos cegos, dos retirantes;
É de quem não tem mais nada.
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina,
Atrás do tanque, no mato.
É a rainha dos detentos,
Das loucas, dos lazarentos,
Dos moleques do internato.
E também vai amiúde
Co'os os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir.
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir:
"Joga pedra na Geni!
Joga pedra na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!"
Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante,
Um enorme zepelim.
Pairou sobre os edifícios,
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim.
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia,
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo: "Mudei de idéia!
Quando vi nesta cidade
Tanto horror e iniqüidade,
Resolvi tudo explodir,
Mas posso evitar o drama
Se aquela formosa dama
Esta noite me servir".
Essa dama era Geni!
Mas não pode ser Geni!
Ela é feita pra apanhar;
Ela é boa de cuspir;
Ela dá pra qualquer um;
Maldita Geni!
Mas de fato, logo ela,
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro.
O guerreiro tão vistoso,
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro.
Acontece que a donzela
(E isso era segredo dela),
Também tinha seus caprichos
E ao deitar com homem tão nobre,
Tão cheirando a brilho e a cobre,
Preferia amar com os bichos.
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão:
O prefeito de joelhos,
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão.
Vai com ele, vai Geni!
Vai com ele, vai Geni!
Você pode nos salvar!
Você vai nos redimir!
Você dá pra qualquer um!
Bendita Geni!
Foram tantos os pedidos,
Tão sinceros, tão sentidos,
Que ela dominou seu asco.
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco.
Ele fez tanta sujeira,
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado.
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir,
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir:
"Joga pedra na Geni!
Joga bosta na Geni!
Ela é feita pra apanhar!
Ela é boa de cuspir!
Ela dá pra qualquer um!
Maldita Geni!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

GOVERNOS DO PSDB NÃO GOSTA DE POBRE

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN DE SÃO PAULO



                                                                                                    

São José dos Campos (SP, Brasil): Ocupação Pinheirinho resiste em frente ao violento despejo.

A comunidade do Pinheirinho se situa num terreno de mais de 1 milhão de metros quadrados, localizado em São José dos Campos (São Paulo), onde moram cerca de 10 mil pessoas desde 2004. O terreno, que pertence à empresa falida Selecta, do investidor Naji Nahas, se encontrava vazio há 30 anos antes de ser ocupado por famílias pobres da região. À pedido da empresa, que deve cerca de 10 milhões em impostos à prefeitura de São José dos Campos, um processo contra a comunidade foi aberto.
No dia 22 de janeiro a ocupação « Pinheirinho » foi brutalmente desalojada. A ação foi protagonizada pela Polícia Militar sob as ordens do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.  Cerca de duas semanas antes do despejo, os moradores de Pinheirinho já se preparavam para se defender da ofensiva. Durante esse período, eles ergueram barricadas, improvisaram armas e escudos, e prometeram enfrentar a polícia caso o despejo forçado fosse, de fato, levado a cabo.
Pouco antes, no dia 17 de janeiro (terça-feira), a justiça federal ordenou deter a desocupação, enquanto a justiça estadual reclamava a incompetência dos tribunais federais para julgarem o caso. Apesar do conflito entre as decisões dos dois tribunais, as ordens do tribunal estadual foram cumpridas, configurando o que a Ordem dos Advogados do Brasil chamou de « quebra do pacto federativo ».
Com a decisão do tribunal estadual, a expulsão da comunidade « Pinheirinho » teve inicio no domingo (22) às 6 horas da manhã. Mais de 2 mil policiais e guardas civis metropolitanos chegaram ao local com um aparato de guerra. Eles utilizaram carro blindado para abrir caminho, seguido da Tropa de Choque e equipe da ROTA (tropa de elite de São Paulo). Dois helicópteros Águia também foram usados na  operação.
Durante a resistência o que se viu foi uma ação violenta e repressiva da policia, em que cacetetes, balas de borracha e gás lacrimogêneo foram usados contra os paus e pedras dos moradores. Moradores responderam ateando fogo em veículos, inclusive em um carro da equipe da Rede Vanguarda, afiliada da rede globo. A resistência do Pinheirinho durou até o dia seguinte, quando os últimos moradores foram retirados de suas casas. 30 pessoas foram presas durante a operação, entre elas vários dirigentes de movimentos sociais. Segundo a mídia local, um homem foi baleado por arma de fogo e se encontra em estado grave. Os ocupantes testemunharam outros disparos de arma de fogo e vários feridos.
A prefeitura de Sao José dos Campos propôs aos moradores desalojados um abrigo provisório ao lado do Pinheirinho. Sem ter outra saída, muitos moradores foram para o abrigo. Revoltados, eles continuavam a reclamar pelos seus direitos, enquanto a policia militar entrava nos abrigos para espancar e « conter » a população, que já havia perdido suas casas.
Dentro do alojamento, assistentes sociais cadastravam as famílias. Crianças foram separadas de seus pais e mandadas para o conselho tutelar sob justificativa de não terem mais moradia. A Prefeitura também propunha como solução para os moradores originários de outras partes do país, sobretudo das regiões mais empobrecidas como o norte e nordeste, passagens para « retornar ao seu estado de origem ».
O terreno da comunidade Pinheirinho foi fechado logo depois da desocupação para o inicio da demolição. Do abrigo, os moradores podiam observar suas casas sendo destruídas, ainda com alguns de seus móveis dentro. Quase uma semana depois do desalojo, recebemos denúncias de torturas e de desaparecimentos. Algumas pessoas ainda procuram seus familiares, que foram vistos pela última vez durante os confrontos com a policia.
A grande mídia brasileira tratou de esquecer rapidamente o que houve em Pinheirinho.  Depois do desalojo, a notícia virou « caso passado ». Mas o que a mídia oficial não se pergunta é: o que aconteceu com os milhares de moradores de Pinheirinho que ficaram desabrigados? Muitos ainda esperam dentro de um alojamento provisório, à procura de parentes, amigos, pertences e sinais de alguma saída. Segundo os poderes oficiais a operação policial foi bem sucedida pois teria alcançado seu objetivo praticamente sem nenhum ferido. Os moradores de Pinheirinho contestam a versão das autoridades e expõem as marcas da violência policial através da internet e de mídias independentes. Para a comunidade de Pinheirinho, além das marcas e feridas dos corpos, doem as outras feridas, as de serem tratados como objetos descartáveis, e perderem seu verdadeiro abrigo depois de 8 anos.




GOVERNADOR MARCONI PERILLO DE GOIAS

Retirada dos moradores do parque oeste industrial 




No dia 16 de fevereiro, completaram-se seis anos do despejo dos moradores da Ocupação "Sonho Real" no Parque Oeste Industrial, região sudoeste de Goiânia. Pelas proporções e pelo requinte de desumanidade, trata-se da maior violação dos Direitos Humanos em toda a história de Goiânia, e de uma das maiores do Brasil e do mundo em áreas urbanas. É um caso que não pode ser esquecido e nem pode ficar impune.

Fazendo a memória da Ocupação "Sonho Real", queremos levantar duas questões, que precisam ser analisadas e aprofundadas.
A primeira é a constitucionalidade ou não da liminar de reintegração de posse da juíza substituta Dra. Grace Corrêa Pereira. A meu ver, essa liminar - além de ser eticamente irresponsável - é inconstitucional, por considerar a propriedade privada como um direito absoluto, ao qual tudo deve ser sacrificado, inclusive a vida. A Constituição Federal diz de maneira muito clara: "a propriedade atenderá a sua função social" (Art. 5, XXIII). A área da Ocupação "Sonho Real" - loteamento de 1957 - nunca cumpriu a função social e podia ser desapropriada "por interesse social" (Art. 5, XXIV).

Do ponto de vista ético, as autoridades e os militares que cumpriram a liminar, podiam, em nome da "objeção de consciência", praticar a "desobediência civil", mas por falta de discernimento e de maturidade humana não o fizeram.

A segunda questão é a maneira como foi cumprida a liminar de reintegração de posse. Mesmo admitindo a hipótese que a liminar fosse constitucional e prescindindo de argumentos baseados na Ética e na Justiça (que não são somente argumentos legais), a maneira como foi realizado o despejo - as duas Operações "Inquietação" e "Triunfo" - é totalmente inconstitucional e ilegal, até para um leigo em assuntos jurídicos. Basta o bom senso.

Como escrevi no artigo "A verdade vos libertará": "Se em nossa sociedade existisse um mínimo de justiça, os responsáveis por esse crime - que são o governador Marconi Perillo, o secretário de Segurança Pública Jônathas Silva e o comandante da Polícia Militar Coronel Marciano Basílio de Queiroz da época (com a omissão do Poder Municipal e a conivência do Judiciário), e que até hoje estão impunes - deveriam ser processados, condenados e impedidos de se candidatarem a qualquer cargo público" (Diário da Manhã, 30/01/10).

Queremos agora fazer a memória dos principais fatos. De 6 a 15 de fevereiro de 2005, de 0 às 6h, a Polícia Militar do Estado de Goiás começou a ação de reintegração de posse, realizando a chamada "Operação Inquietação", que foram dez dias de tortura física e psicológica coletiva. Cercou a área com viaturas, impediu a entrada e a saída de pessoas e cortou o fornecimento de energia elétrica. Com as sirenes ligadas, com o barulho de disparos de armas de fogo, com a explosão de bombas de efeito moral, gás de pimenta e lacrimogêneo, a Polícia Militar promoveu o terror entre os moradores da ocupação. Nenhuma lei permite uma operação noturna criminosa como essa. Até hoje, temos crianças traumatizadas.

No dia 16 de fevereiro de 2005, a Polícia Militar do Estado de Goiás realizou uma verdadeira Operação Militar de Guerra, cinicamente chamada "Operação Triunfo". Numa hora e quarenta e cinco minutos, cerca de 14.000 pessoas foram despejadas de suas moradias de maneira violenta, truculenta e sem nenhum respeito pela dignidade da pessoa humana. A Operação Militar produziu duas vítimas fatais (Pedro e Vagner), 16 feridos à bala, tornando-se um deles paraplégico (Marcelo Henrique) e 800 pessoas detidas (suspeita-se com razão que o número dos mortos e feridos seja bem maior). Esses crimes continuam até hoje impunes.

Nessa operação militar criminosa, ilegal e imoral, todos os Direitos Humanos fundamentais foram gravemente violados: o direito à vida, o direito à moradia, o direito ao trabalho, o direito à saúde, o direito à alimentação e à água, os direitos da criança e do adolescente, os direitos da mulher, os direitos dos idosos e os direitos das pessoas com necessidades especiais.

Depois do despejo forçado e violento, e depois de passar uma noite acampadas na Catedral de Goiânia (onde aconteceu também o velório de Vagner e Pedro num clima de muita indignação e sofrimento), cerca de mil famílias (aproximadamente 2.500 pessoas), que não tinham para onde ir, ficaram alojadas nos Ginásios de Esportes dos Bairros Novo Horizonte e Capuava (por mais de três meses) e, em seguida, no Acampamento do Grajaú (por mais de três anos) como verdadeiros refugiados de guerra. Nesse período, diversas pessoas - sobretudo crianças e idosos - morreram em conseqüência das condições subumanas de vida, vítimas do descaso do poder público do estado de Goiás e da prefeitura de Goiânia. Quem vai pagar por isso?

No dia 24 de fevereiro de 2005, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República criou uma Comissão Especial com o objetivo de apurar as violações aos Direitos Humanos na operação de reintegração de posse, realizada por policiais militares no Parque Oeste Industrial em Goiânia, estado de Goiás, no dia 16 de fevereiro do mesmo ano (Cf. Resolução N. 1, no DOU - Seção 2, de 24/02/05)

A Comissão analisou os três requisitos necessários para a "federalização" dos crimes contra os Direitos Humanos. Primeiro: que haja grave violação dos Direitos Humanos; segundo: que o fato praticado seja passível de sujeitar a União à responsabilidade internacional, por obrigações anteriormente assumidas em tratados e em plena vigência no país; terceiro e último: que exista algum comprometimento institucional viciado, que afete a estrutura e as relações independentes dos órgãos públicos estatais, ocasionando a necessidade de ruptura no pacto federativo para se restaurar a normalidade institucional e assegurar a proteção dos Direitos Humanos.

A Comissão reconheceu a existência do primeiro e do segundo requisitos, mas não reconheceu a existência do terceiro. Portanto, no dia 10 de abril de 2006, o relator da Comissão, Procurador da República Cláudio Drewes José de Siqueira - apoiado em seu parecer pelos demais membros da Comissão - conclui: "Sugiro o não deslocamento da competência para a Justiça Federal do caso Parque Oeste Industrial, no que se refere à apuração e ao julgamento dos crimes ocorridos na desocupação, por não restarem preenchidos todos os requisitos constitucionalmente exigidos, recomendando, no entanto, pela continuidade da observação pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana dos trabalhos da Justiça Estadual" (Cf. Relatório da Comissão Especial).

No dia 21 de março de 2009, o Procurador da República, Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Ailton Benedito de Souza retomou o parecer da Comissão Especial da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República e no artigo "O Parque Oeste e a lei", escreveu: "Ambos os Ministérios Públicos (MPF e MPE) terminaram integrando uma Comissão Especial cujos trabalhos encerraram-se, no ano de 2006, na conclusão de que não havia necessidade de "federalizar" a persecução dos culpados pelos fatos criminosos relativos ao caso Parque Oeste Industrial. Concluiu-se que estava ausente um pressuposto objetivo do IDC (Incidente de Deslocamento de Competência para a Justiça Federal), ou seja, não havia omissão, leniência, excessiva demora, conluio ou conivência dos órgãos do estado de Goiás para inviabilizar persecução criminal dos responsáveis".

Nem passa pela cabeça do Procurador da República que o crime, nesse caso, possa ter sido praticado pelo Poder Executivo do estado de Goiás, com a conivência do Poder Judiciário e a omissão da Prefeitura de Goiânia. Por isso, ele termina dizendo: "Nenhum fato ou circunstância sobreveio que possa justificar, atualmente, o deslocamento da competência do caso Parque Oeste Industrial para a Justiça Federal" (O Popular, 21/03/09, p. 7).

Questionamos as premissas, que logicamente levaram a Comissão Especial da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, integrada pelos Ministérios Públicos (MPF e MPE) e o Procurador da República citado, às conclusões acima referidas. As premissas não correspondem à verdade dos fatos.

Sabemos que os militares - que, por ordem superior, cumpriram a liminar de despejo - têm sua parcela de responsabilidade pessoal. Não se trata, porém, de investigar e julgar (como querem a Comissão Especial e o Promotor da República Ailton Benedito) só os possíveis abusos ou excessos de alguns militares, praticados na execução das Operações "Inquietação" e "Triunfo". Trata-se, sobretudo, de investigar e julgar as próprias Operações "Inquietação" e "Triunfo" como operações criminosas, enquanto tais. Independentemente dos abusos ou excessos cometidos por alguns militares, essas operações são um crime planejado. O despejo de 14.000 pessoas numa hora e 45 minutos é uma violência e uma iniqüidade humana premeditada.

Além de ser um dos piores crimes já praticados contra os Direitos Humanos e a Ética no Brasil e no mundo, as Operações "Inquietação" e "Triunfo" são também um crime que não só fere a Constituição e as leis brasileiras, mas também as leis internacionais.

É justamente esse crime que deve ser "federalizado". Não se pode – como quer a Justiça Estadual - ficar só na investigação e julgamento dos abusos ou excessos cometidos por alguns militares. Ficar só nisso, significa fugir do verdadeiro problema, significa escamotear a verdade e procurar um bode expiatório. Como quem praticou o crime em questão foi o Poder Executivo do estado de Goiás com a conivência do Poder Judiciário e a omissão do Poder Público Municipal, pela lógica, esses poderes não têm as mínimas condições de investigar e julgar a si próprios. E é por isso que se justifica a "federalização" do caso.

Infelizmente, os crimes praticados pelo Poder Público, em conluio com aqueles que detêm o poder econômico, nunca são seriamente investigados e julgados, a não ser nas instâncias internacionais da Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da OEA. Por isso, recorreu-se à Conte Internacional dos Direitos Humanos da OEA.

Pretende-se também realizar um Tribunal Popular para julgar e condenar, no banco dos réus, o Poder Público, estadual e municipal. Pretende-se ainda fazer uma Campanha para que ninguém compre lotes na área - até hoje sem nenhuma função social - da ex-Ocupação "Sonho Real", e para que a área, com base na Constituição Federal, seja declarada de "utilidade pública" e desapropriada (Art. 5, XXIV).

Como já foi dito em 2009 num Ato Público, trata-se de uma área impregnada de sangue inocente; uma área que, no sentimento religioso do povo, é "amaldiçoada" por Deus e só será "libertada" da maldição divina se for utilizada para o bem comum, e em benefício dos pobres e excluídos da sociedade. Lembrem os responsáveis por essa violação dos Direitos Humanos, praticada com requintes de crueldade, que Deus é justo. Aguardem!

Pretende-se, enfim, lutar para que a posição equivocada da Comissão Especial da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República seja revista e o crime bárbaro do Parque Oeste Industrial, em Goiânia, praticado pelo estado de Goiás, seja "federalizado".

Os que defendemos e promovemos os Direitos Humanos e a Ética não desistimos. A esperança de um mundo novo, onde haja igualdade e justiça para todos, nunca morre. Jesus Cristo, cuja prática os verdadeiros cristãos seguem, sempre esteve ao lado dos injustiçados, dos empobrecidos e dos excluídos.

Frei Marcos Sassatelli, Frade Dominicano, doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção - SP) e membro da Comissão Dominicana Justiça e Paz do Brasil / PUC-GO, Vigário Episcopal do Vicariato Oeste da Arquidiocese de Goiânia e administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Terra.
E-mail: mpsassatelli(0)uol.com.br







Fotos: Jornal O Popular. Clique para ampliá-las.Mortes

Seguranças particulares - Impedimento de novas invasões.

Policial marcando casa já desapropriada.

Operações

Pai desesperado, carrega filha, fugindo da operação policial.

Mulher desapropriada em ginásio.

Móveis dos moradores retirados.

Manifestações

Fatos e números


Entulhos

Depoimento de senhora.



 POSTADO POR TYAGO DE PAULA 

terça-feira, 21 de maio de 2013

GLÓRIA PIRES INTERPRETA VILÃ EM GOIÁS


Glória Pires

ESCRITO POR LENIA SOARES - PUBLICADO EM .

https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=5548013216158167829#editor/target=post;postID=8371536189367194133


Com vasta experiência no mundo da ficção, a atriz Glória Pires virou vilã em Goiás após atuar em peça publicitária do governo do Estado. O trabalho saiu caro a carioca que se auto-intitula “goiana de coração”. Centenas de mensagens de repúdio às propagandas foram publicadas em sua página pessoal do Facebook.
O gasto publicitário com a contratação da atriz global foi, novamente, revertido de forma negativa contra Marconi Perillo. A reação segue uma tendência dos últimos meses, em que o tucano tornou-se alvo de suas próprias iniciativas.
Qualquer tentativa de construção de uma mídia positiva vira desgaste. Prova disso, foram os eventos patrocinados pela administração estadual que acabaram em vaias contra Perillo.
No Goiás é Show, grande evento sertanejo da Capital, o vocalista do grupo Chiclete com Banana foi vaiado ao dizer que Marconi era “chicleteiro”.
Mais de 50 mil jovens que participavam de um show gospel, em Goiânia, também hostilizaram a entrada do governador no palco. Mais vaias.
Até mesmo na festa de fim de ano na Praça Cívica, local onde fica o Palácio das Esmeraldas, sede do governo de Goiás, Marconi foi vaiado.
Um recorde de rejeição em grandes eventos.
Aproveitando a proximidade com a atriz da Globo, o governador poderia até pedir música no Fantástico. Foi vaiado três vezes consecutivas por grandes públicos.
Confira algumas das publicações que estão na página da atriz:
“Fazer propaganda pro governo mais sujo deste país, compactuar com mentiras q ele tenta apregoar...Vergonha é o q sinto da sua pessoa agora!!! Mercenária!” – Urânia Lima
“Não foi feliz associar a sua imagem a atual administração do nosso Estado. Nós, os professores estamos passando por um dos piores momentos na Educação. Quero acreditar que você não tem conhecimento da realidade!” – Abdulia  Brandão
“Conheça primeiro o governo de goiás que tá uma barbaridade!” – Neila Rodrigues Sousa Sales
“Olá Glória! Aqui em Goiás você é muito querida, e talvez não conheça o ditador que é nosso Governador, confesso que fiquei muuuito decepcionado com sua presença nas propagandas de Marconi Perillo. Sou estudante na Universidade Estadual de Goiás, que está em greve há quase 1 mês devido a condições precárias, e é de lá que saem a maioria dos professores de Goiás. Mesmo que seja apenas uma relação profissional, o governador está pagando para que você minta! Este ano,houve greve dos professores do ensino médio, pois o governo queria retirar gratificações para quem fosse mestre ou pós graduado. Os números de assassinatos foram altos este ano aqui em Anápolis, que sempre teve índices baixos. Além disso, o Governo de Goiás é considerado o 2° no brasil em gastos com publicidade, como outdoors ou propagandas como aquelas na tv com sua participação. Pesquise tudo isso que você vai ver! Esse governo está envolvido com máfia, (Carlos cachoeira) grampos ilegais ( Mr Magoo) licitações superfaturadas (uniformes de alunos superfaturados),fora muitas coisas que devem existir por detrás dos panos. Enfim, pesquise por sí mesma, por favor, não faça parte dessa corja, não trabalhe por dinheiro público que poderia estar sendo aproveitado em saúde ou educação!! sabemos que você não colabora com corrupção! Beijos!” – Jamerson Fonseca Silva
“Glória, Goiás passa por momentos tão delicados. Não se permita ser usado por essa política suja que temos vivido aqui. Vc vai além disso. Converse com professores, policiais, médicos e cidadãos de Goiás e verás que a angústia é a mesma!
Temos sofrido com tantas coisas. Procure se informar!” – Elaine Arantes

DONA IRIS SE FIRMA COMO ANTÍTESE A MARCONI. QUESTÃO DE CARÁTER

Dna Iris
http://diariodegoias.com.br/blogs/vassil-oliveira/2268-dona-iris-se-firma-como-antitese-de-marconi-questao-de-carater

ESCRITO POR VASSIL OLIVEIRA - PUBLICADO EM 20 MAIO 2013


O ódio destilado pelos assessores marconistas a cada passo da deputada federal Iris Araújo (PMDB) dá a medida do caráter e da disposição do grupo que está no governo em tentar manter-se no poder.

Vai na mesma medida do governador Marconi Perillo (PSDB), que não gosta de ser criticado mas chamou Lula de “canalha” como estratégia para ficar bem com o seu partido – segundo seus próprios... assessores.
Para o tucano e os seus, em nome da permanência no Poder, o inferno é o limite.
Declarações como essa, posts, palavras atiradas em manchetes dirigidas, em cada ato está o universo da moral do governo de Goiás, que deveria, por promessa de campanha, ser “o melhor governo da vida dos goianos”.
Em Goiás, por muito menos que uma declaração que ouse qualificá-lo como “canalha”, Marconi Perillo processa. E como ele tem processado, processador contumaz que é.
Para dizer pouco, pela lógica marconista o governador deveria se auto-processar. Ou humildemente desistir de todos que iniciou. Eu disse ‘humildemente’?
Nenhuma novidade. O que há de diferente agora é a maldade incontida, e o prazer na crueldade exacerbada. No universo marconista, tamanha virulência é coisa de uns três anos para cá, diga-se.
Fazem o que fazem porque gostam, e comemoram, e exultam, seres extasiados que são com a competência que arrotam para atacar e destruir – ou pelo menos tentar.
O mais interessante é que isso tem produzido situações por vezes engraçadas, trapalhadas sem tamanho, e desgaste constante, para quem na prática está buscando recuperar a imagem, e, sendo assim, deveria ser preservado.
Quer dizer: vira e mexe dão tiro no pé, jogam pra cima e veem cair na própria cabeça, e na cabeça do governador, a lama que era para atingir um alvo de ocasião. Vejam essa coisa da grampolândia denunciada pela Carta Capital. Vejam o xingamento gratuito a Lula. Meu Deus!
Uma comunicação inversa, como se tudo não passasse de considerável conspiração, destinada na verdade a destruir Marconi, e não a favorecê-lo. Impressionante.
Distorcer fatos, adulterar opiniões, inventar situações para dar notícias que, em tese, podem atrapalhar a unidade oposicionista ou criar intrigas, tudo faz parte do plano, da moral e do caráter de quem só pensa no Poder, Poder, Poder...
Um alvo constante: dona Iris.
Por um lado, isso tem feito de dona Iris referência de contraponto, de o-po-si-ção. De tanto baterem, ela acabou se transformando em um dos principais nomes no enfrentamento ao marconismo resistente.
Dona Iris é hoje um nome que representa destemor para enfrentar Marconi, e persistência para fazê-lo apesar de todas as dificuldades, defeitos, deficiências.
Mostra caráter, com todas as suas virtudes e defeitos. Caráter contra quem, definitivamente, não têm, é “mau caráter”, como definiu nesta terça, 20, o presidente do PT goiano, Valdi Camarcio.
Está indo na frente, apanhando, abrindo caminho, enquanto a eleição não chega. Está liderando, com cara e coragem, o enfrentamento.
Muitos dos novos do PMDB não guardam necessariamente amor por dona Iris. Mas ela tem dado a eles uma aula de comportamento oposicionista. E quanto mais atiram nela – eles, muitas vezes (de maneira reservada, nunca abertamente), e principalmente os governistas –, mais ela se firma como referencial.
Não será fácil para a oposição tomar o poder de Marconi Perillo. Sim, tomar. Expressão exata para a tarefa, e que é muito usada, aliás, por um marconista.
Um velho marconista, que disse em 1998 que a oposição da época, a que hoje está no poder, se quisesse vencer Iris Rezende, o candidato do PMDB, deveria entender que teria de ‘tomar o poder’. Marconi tomou. E não quer largar – custe o que custar, é o que mostra.
Baixando o nível como estão, Marconi Perillo e seus vassalos se apequenam na mesma proporção em que Dona Iris fica maior.
Revoltante. Mas também engraçado ver os marconistas chegarem ao ponto que chegaram por suas próprias mãos – quer dizer, por sua própria incompetência. A derrocada do marconismo é obra e graça dos próprios.
Como disse: o inferno é o limite.
Parabéns!

sábado, 18 de maio de 2013

Em convenção tucana, Perilo chama Lula de canalha - (A que ponto chegou a inversão de valores no Brasil. O amiguinho de Demóstenes e de Cachoeira xingando Lula, PODE !!!!!!!!)



O governador de Goiás, Marconi Perilo, foi o crítico mais direto do ex-presidente Lula. Ao discursar na tarde deste sábado, na convenção que elegeu Aécio Neves para a presidência do partido, Perilo lembrou do episódio do mensalão e chamou Lula de “canalha”.
Perilo agradeceu a lealdade do partido na época em que alegou ter sido alvo de perseguição de Lula.
O tom forte de Perilo foi elogiado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que em sua fala preferiu ser polido, mas classificou a fala do governador de “depoimento emotivo, forte e correto”.
Ao falar, Perilo ignorou a presença do público, virou-se para os correligionários que estavam na parte de trás do palco e passou a falar a respeito da época em que teria alertado Lula sobre o m

quinta-feira, 9 de maio de 2013

DEU NA CARTA CAPITAL: ALIADOS DE PERILLO TENTAM CONTROLAR CPI DOS GRAMPOS

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Por Lênia Soares
Leia AQUI no site da Carta Capital
A sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Goiás foi aberta, na terça-feira 7, exatamente às 15 horas. Com 21 presenças registradas, a pauta da semana anterior foi lida em oito minutos e, dois minutos depois, o deputado Marcos Martins (PSDB) apresentou um requerimento para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar as denúncias de espionagem ilegal, reportada pela CartaCapital há duas semanas.

A agilidade causou espanto e desconforto entre os oposicionistas, que ensaiaram mais de uma semana - desde a divulgação do esquema de grampos - a apresentação de requerimento similar. “É inadmissível o que aconteceu aqui. Isso prova um grande amadorismo por parte dos deputados da oposição. Três sessões se passaram e ficamos no campo da discussão. Agora, perderemos o total controle das investigações e o governo vai ganhar mais um palanque para defesa do indefensável”, reclamou o deputado Luís Cesar Bueno (PT).
O autor do pedido não escondeu a ironia e foi claro em seus objetivos. “Não tenho culpa do cochilo da oposição. Fui mais rápido (risos). O próximo passo é focar no que temos de concreto. Não vamos perder tempo com investigações sem fundamento. Até agora, nada do que foi apresentado serve como provas, e falo com o embasamento do meu curso de Direito”, afirmou Marcos Martins, que já dirigiu a Polícia Civil do Estado.
O peemedebista Paulo Cezar Martins insistiu na apresentação do documento para instauração da Comissão, elaborado pela bancada de oposição. Os dois requerimentos têm as 15 assinaturas necessárias para a criação da CPI. Como o regulamento da Casa não permite a vigência de duas comissões com o mesmo objeto investigativo, os pedidos serão apensados e a indicação dos membros obedecerá a regra de proporcionalidade.
“A presidência e a relatoria, provavelmente, ficarão com a base. De qualquer forma, não perderemos nosso foco, que é esclarecer essas denúncias, que são muito sérias. Os fatos estão aí, não há como negar. O que não podemos é deixar de utilizar este recurso por não sermos a maioria. A democracia não é unânime, precisamos do contraditório, mesmo que em menor número”, acrescentou o deputado Mauro Rubem (PT).
A expectativa do presidente da Casa, deputado Helder Valin (PSDB), é que a composição da CPI dos Grampos, como os próprios intitularam, seja concluída até quinta-feira 9, para que os trabalhos possam se iniciar na próxima semana. “Temos interesse de dar celeridade a este processo”, disse, objetivamente, o presidente.
Para o líder do governo, deputado Fábio Sousa (PSDB), a criação da Comissão não é prejudicial ao governador do Estado, Marconi Perillo (PSDB). “Eu mesmo fui citado na reportagem como um dos espionados. Queremos que os fatos sejam esclarecidos. O governador não tem com o que se preocupar”, disse.
Fábio é filho do apóstolo César Augusto, da Igreja Fonte da Vida, proprietária da Fonte TV, de onde os principais protagonistas da espionagem, Luiz Gama e Eni Aquino, foram demitidos no rastro das denúncias. O fato foi visto como um julgamento informal do casal.
O deputado Túlio Isac (PSDB) utilizou seu tempo na tribuna para criticar a revista CartaCapital. “Até a capa deles é vermelha. Cor do PT. Tudo que dizem é mentira”, argumentou.
A estratégia de Túlio Isac, de desqualificação da reportagem, foi a mesma empregada por toda a estrutura de comunicação do governo do Estado. Independente da conclusão, é a segunda CPI em Goiás consequente das denúncias feitas pelo jornalista Leandro Fortes. A primeira foi a CPI da Delta.
Um dos receios do deputado Luís Cesar Bueno é de que o radialista Luiz Gama saia vitorioso deste processo. “Vão tentar inocentá-lo. Ele vai virar o centro das atenções, quando não passa de um assessor desastrado do governador. Temos é que pensar nos assuntos mais sérios envolvendo o governador Marconi Perillo.”
A sessão foi encerrada às 18h10. Ironicamente, com oposicionistas em conflito e situacionistas em festa. De fato, mais uma vitória do governo no Legislativo. Outro fato é o desgaste que acaba de ganhar na Casa um espaço mínimo de três meses. São 90 dias com um novo escândalo envolvendo o governo em foco. No melhor dos mundos, não é algo para o governador comemorar.
Expressão do dia: o pedido de um minuto de silêncio pela morte da menina Kerolly Alves Lopes, baleada em Aparecida de Goiânia durante uma tentativa de proteger o pai em uma briga. Recentemente, 32 moradores de ruas foram assassinados na Capital. Nenhum foi lembrado pelos parlamentares. No fundo, todos mereciam a homenagem, mas na Assembleia Legislativa de Goiás, dois pesos chegam a ter cinco medidas. Foram 33 vidas perdidas. Igualmente vidas. Igualmente perdidas. Nem silêncio, nem barulho de protesto.
Talvez fosse o caso do pedido de um minuto de silêncio pela morte da oposição no Legislativo. Terminaram em luto.