segunda-feira, 22 de abril de 2013

Marconi perde controle do governo e equipes brigam por ‘nacos’ do poder

O governador Marconi Perillo era conhecido por ter pulso forte e ter o comando de suas equipes. Desde a operação Monte Carlo, que mostrou a ligação do empresário Carlos Cachoeira com alguns de seus auxiliares — Ale­xandre Baldy permanece no governo, na Secretaria da Indústria e Comércio —, o governador parece ter perdido energia e se tornou refém dos grupos que brigam por “na­cos” de poder e dinheiro.

O caos é tão grande que, na articulação política, há três secretários: Vilmar Rocha, na Casa Civil, Sérgio Cardoso, na articulação política sobretudo com o interior, e Daniel Goulart. No final, sobram articuladores, mas falta articulação. Marconi, que poderia unir a articulação dos três, parece pouco focado. Jaime Rincon, presidente da Agetop, agência responsável pelas obras do governo, funciona como uma espécie de secretário político informal. Dá palpites em todas as áreas do governo. Fala até de casamento gay.

Ele derrubou José Luiz Bit­ten­court (Agecom) e comemorou com a Confraria do Uísque, que funciona no Alphaville e, às vezes, em bares sofisticados e caros de São Paulo. Um dos objetivos de Rincon era derrubar Giuseppe Vecci, Vilmar Rocha e Gilvane Felipe.

Não conseguiu. Aos amigos, afirma que Marconi não tem como “tirá-lo do governo”. Porque foi o caixa da campanha em 2010 e já estaria fazendo o novo caixa. Vecci é um dos motivos de discórdia do governo, mas tão-somente porque cumpre as determinações do governador Marconi Perillo. Na verdade, Vecci não move uma palha sem avisar o governador. É um dos seus mais leais aliados.

Fica a pergunta: por que Marconi perdeu a capacidade de articular sua equipe e vive de factoides e ideias produzidas pelo imediatismo? De­sânimo com o presente e me­do do futuro? Resta saber se Marconi vai perder a conexão com a ideia de modernidade. Se perder, começa 2015 sem mandato.

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